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domingo, abril 05, 2009

70

Hoje percebi, talvez algo tardiamente, que tem sido maravilhoso conhecer-te. Tens trazido à minha vida uma fresca sensação que há muito não sentia..
Contudo, queria pedir-te desculpa.
Ao olhar para mim, para o que tenho vivido, concluo que me tenho mantido cativa numa espera que não parece ter fim. Uma espera que já leva anos, mas que mesmo assim não me deixa a possibilidade, ou talvez a vontade, de recuar.
Devo pedir-te desculpa, pois na sucessão das nossas conversas, dos nossos olhares, de todos os nossos momentos, parece que me sinto a querer fazer-te escravo em mim, a insistir para que queiras tudo isto mais que qualquer outra coisa.

Mas afinal.. afinal não serei eu apenas escrava de outra alma, a viver a ilusão de ser senhora por uns momentos?

Terminadas as contas, o facto de ser tão pouco para alguém, levou-me a procurar ser o teu tudo, não compreendendo que isso te poderia levar a esta desventura a que me assemelho hoje.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

60

"Não é possível existir naquilo que não fomos, naquilo que não vivemos. Mas é possível crescer através daquilo que tentamos, daquilo que buscamos, daquilo que sentimos."
(Autor Desconhecido)

Encontram-se coisas fantásticas entre livros e janelas, quando ambos tentamos fingir (e talvez fugir), não concordas?

sexta-feira, janeiro 02, 2009

52

Ao tocar a tua pele, a tua alma, soube que tudo poderia ser mais que um sonho, mais que um conjunto de incertezas que o destino, por vezes, gosta de trocar...
Procurei nos teus olhos, na palma da tua mão a certeza de que iria ser sempre assim... Mas hoje sei que era apenas ilusão, e que esta dor nunca chegou a sair de mim...
Talvez já nem me interesse todas as tuas palavras, todos os teus gestos, tudo o que és, mas como vou eu lidar com este vazio, com a falta do que me fazes sentir? Talvez nem sinta a tua falta, talvez passe por ti e isso não signifique nada, mas o que fazer com todos os castelos de sonhos que ergui para nós? Mesmo que os destrua é dificil reduzir todas as pedras a pó...
Com o tempo vou acabar por fazer-me ao caminho, sem olhar para trás, sem olhar para ti, mas nunca irás perceber porque pesa tanto uma alma cheia de sonhos, desejos, palavras... que nunca puderam tornar-se numa verdadeira e palpável realidade.
Depois, só me restará saber a quem pertencerá essa alma, de facto...

terça-feira, dezembro 30, 2008

51

- Foi depois de voltarmos a falar... avivou as coisas...
- Pois, não sei...
- Sim, e depois voltei a querer e sentir.
- Mas porquê?
- Sei lá! Se soubesse tinha a explicação do Universo.
(Old Letters)

domingo, dezembro 21, 2008

48

Ainda me lembro da primeira vez que te vi, encontrei-te nas páginas de uma revista, onde falavas de um tema qualquer... Lembro-me ainda melhor da segunda vez que te encontrei, desceste lentamente as escadas, e percorreste o passeio da rua na tua calma habitual... Desde aí creio que te encontrei todos os dias, e também tu me encontraste todos os dias, num abraço de olhares que nunca tivera fim. Não foi preciso muito tempo para que se desse o inevitável, a incontornável consciência da existência um do outro e de como se começara a formar um mundo só nosso.
Um mundo onde nos foi possível sentir o melhor um do outro, o encontro mais intenso das nossas almas, da nossa pele, através dos cheiros, dos sons, das cores.
Apesar da distância sinto-te a cada momento que passa. Cada vez mais.

I loved you first
Beneath the sheets of paper lies my truth
I have to go
Your hair was long when we first met.
(Regina Spektor)